Capitonê

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Capitonê é uma técnica para estofamentos que surgiu por volta do ano 1.840 no Reino Unido. Consiste em dividir o estofamento em pontos que são aprofundados no estofado através do uso de cordões ou fios grossos. Ao fazer esses afundamentos no estofado, criamos saliências geométricas (quadrados, retângulos ou losangos) e depressões profundas, que prendemos com botões. O formato e a distância em que são inseridos os cordões definem os desenhos e depressões.

É um trabalho delicado, que tem que ser executado com cuidado e precisão para que atinja o objetivo: agregar beleza, e consequentemente valor, ao trabalho de tapeçaria. Um capitonê largo ou folgado nas dobras do tecido que não foi bem aprofundado passa um aspecto de desleixo na peça. A escolha errada do tipo de tecido pode causar uma perda na durabilidade da peça. Os botões escolhidos precisam ter um tamanho adequado às depressões e também ao tamanho da peça, de forma que não pareçam nem pequenos e nem grandes demais no conjunto final. Cada dobra é pensada e feita de maneira a evitar o acúmulo de pó durante a vida da peça final. A espessura e densidade da espuma a ser utilizada na composição de uma peça de capitonê é estudada com cuidado, até mesmo o diâmetro do furo a ser feito em cada ponto de empuxo, para que seja adequado ao botão escolhido.

Lá no século XIX, quando o capitonê foi criado, surgiu um ícone dessa técnica, uma peça que vive até hoje, o sofá Chesterfield. A história dele é incerta, rodeada um pouco de fantasias. Por volta de 1900, Phillip Stanhope, 4º Conde de Chesterfield, que encomendou a peça de um renomado marceneiro que chamaram Adão um sofá elegante para por em clubes masculinos da época que tivesse conforto e sofisticação o conde pediu que fosse acolchoado, de couro e com uma base sólida.

Capitonê não é botonê, são técnicas diferentes. No passado, a diferença era dada apenas pelo uso dos botões, mas hoje vemos que em ambas os botões estão presentes. Em nossa oficina definimos o botonê também como uma técnica geométrica de tapeçaria, porém o aprofundamento dos pontos / botões é menor do que o feito no capitonê, o losango é bem menos usado nessa técnica e costuramos as formas geométricas, ou seja, não há dobras, como é feito no capitonê.

Muito blá blá blá e pouco entendimento? Aqui uma fotinho de um Chesterfield pra vocês conhecerem o famoso!

chesterfield

Agora é só escolher qual das técnicas vai querer na sua casa e nos contar! Estamos aguardando.

Fonte: blog Line of Design

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